Resistência, nós somos!

Estou postando esse material porque achei muito interessante além de importante.

O texto não tem nenhum crédito meu, estou apenas fortalecendo a divulgação e veiculando a informação para que mais pessoas possam chegar até ela.

Confesso que eu mesmo sou leigo no assunto, e por enquanto não consegui tempo disponível para me aprofundar por isso mais abaixo do vídeo vou colocar o texto original na íntegra para que todos possam entender mais sobre o Quilombo do Cafundó e também a Constituição de 88 que são muito significativos.

Embora um dos objetivos do blog seja veicular informações sobre minhas áreas de atuação, além dos demais elementos que compõem a cultura hip-hop, me sinto na obrigação e claro, com a maior satisfação de divulgar as nossas raízes, somos brasileiros e como já disse em posts anteriores, devemos ter a consciência de quem somos pois nós fazemos nossa reputação (No país e fora dele), além de somar muito em nossa formação pois assim podemos descobrir mais sobre nós mesmos, não esqueçamos… nós somos Cultura, e somos Resistência em mantê-la viva!

O Quilombo do Cafundó e a Constituição de 88 – Parte 1

UNIFIEO 2009 Produzido por: Márcio Mascarenhas e Valdenilson Ferreira

Você pode conferir a continuação do vídeo Parte 2 e Parte 3 na sessão Vídeos/Variedades aqui do blog.

Confira também o texto do vídeo:

Povo, território, preservação da identidade cultural e interesse da mídia. São com esses elementos que trabalhamos em O quilombo do Cafundó e a Constituição de 88. A Carta Magna de 88 é a primeira a tratar de assuntos referentes aos direitos dos quilombolas, sendo pioneira no país ao considerar os direitos individuais e sociais simultaneamente. Promulgada como forma de impedir que direitos fossem ceifados pelos resquícios do autoritarismo ditatorial militar, a Constituição é, de fato, uma das maiores conquistas democráticas advindas de lutas diversas, contudo centradas em objetivos comuns: justiça, paz e respeito à dignidade.

Nessa carta os artigos 215, 216 e 68 do ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias) tratam dos assuntos referentes aos quilombos, e é nesse contexto que se insere o grupo de quilombolas do Cafundó, liderados inicialmente por Otávio Caetano, o mestre da língua secreta trazida da África – a Cupópia ou Falange- e que é homenageado neste trabalho com os depoimentos daqueles que conviveram com ele.

As novas lideranças relatam suas dificuldades e seus anseios cotidianos vividos nos 7,5 alqueires em que moram as duas parentelas do Cafundó: Os Almeida Caetano e os Pires Pedroso. Dentre as personagens quilombolas destacam-se Marcos Norberto, o atual líder dos moradores do Cafundó, seu Adauto Caetano, o Juvenil, grande contador de causos, dona Regina, a articulista política do grupo, o menino Tide e o Assis Pires, atualmente com 40 anos mas que aos 11 foi o professor do Mobral dos moradores mais velhos, despertando na época o interesse de programas de TV, como o da Hebe. Destaca-se ainda dona Judite Pires, a moradora mais velha do quilombo.

No documentário, especialistas falam sobre os direitos dos quilombolas, sobre a língua falada no Cafundó, sobre as experiências e aprendizados conquistados nos vários trabalhos jornalísticos, artísticos e acadêmicos lá desenvolvidos. Dentre os pesquisadores que colaboram conosco, estão o professor emérito de direito da USP Dalmo Dallari, o lingüista e atual secretário de ensino superior do Estado de São Paulo Carlos Vogt e o cineasta da USP Joel Yamaji.

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