Hip-Hop: Uma Eterna Criança

No sábado dia 30/07/2011 rolou o 12º Aniversário da Casa do Hip-Hop de Diadema.

B.Boy Andrew Filho caçula de Nelson Triunfo

A cada ano que passa poderíamos dizer que a Casa fica mais velha correto?

Errado!

Digo que a Casa do Hip-Hop é, e sempre será uma Eterna Criança.

B.Boy Andrew - Filho caçula de Nelson Triunfo em frente ao Mural da Zulu Nation

Tenho diversos motivos para dizer isso mas vou explicitar somente alguns deles.

A Casa do Hip-Hop é comandada por pessoas que sim, acompanharam o surgimento do Hip-Hop aqui no Brasil, por isso diríamos que são velhos, bom, eu não penso dessa forma, considero essas pessoas não velhos mas resistentes, experientes, pessoas que já passaram por muita coisa na qual talvez ainda não tenhamos nem chegado perto!

E além de tudo isso, ainda são meninos… sim, meninos, isso você descobre a cada conversa com essas pessoas fantásticas, nós vivemos em um mundo de aparências e geralmente esquecemos de descobrir as pessoas, saber quem elas são realmente, não nos guiar por um cabelo pra cima ou pra baixo, por uma aparência jovem ou mais velha, por cor negra, branca ou amarela, essas coisas não diz exatamente quem somos, a única coisa que diz quem somos, somos nós mesmos, nosso caráter, nossa conduta.

Portanto, se vocês concordam com esses singelos dizeres então, parem de enxergar apenas cabelos, roupas, dinheiro, cores, e simplesmente vejam PESSOAS, isso realmente vale a pena.

Abaixo o vídeo sobre a Casa do Hip-Hop feito pela rapaziada do movimento Mundo Black

Basta conversar com essas incríveis pessoas chamadas Nelson Triunfo, King Nino Brown, entre outras, e vocês irão ver a jovialidade em seus olhos e em seus espíritos.

Zulu Queen Rayssa, King Nino Brown, Camila, Zulu Queen Marli, Zulu Betinho, Ritmos Diego

Os dias até poderão passar mas a juventude de quem vive como uma eterna criança jamais irá embora, e é isso que me faz chegar em outro ponto importante.

Como poderá ser a Casa do Hip-Hop velha…. se esses integrantes compartilham esse espírito com quem quer que a visite?

A Casa do Hip-Hop é como um CD bem escrito e produzido, é como nossas orações no início e ao final do dia, na verdade ela é como uma sessão espiritual, se você vai pra lá desanimado, com certeza voltará alegre, se você vai pra lá feliz, voltará mais feliz ainda!

Esse lugar tem o poder (e eu não vou nem arriscar dizer o porquê) de renovar a energia das pessoas.

E é com essa renovação, esse renascimento de cada um que a frequenta, que é impossível de dizer que a Casa do Hip-Hop está ficando velha. Para mim ela está se fortalecendo a cada ano que se passa.

Portanto, Parabéns a você, não!

Parabéns a vocês!!!

Kaue Popper
Boombox / GuettoBlaster

O MC Rashid diz no EP Hora de Acordar:

“E se a Casa do Hip-Hop fosse no seu coração não só em Diadema”.

Bom, acho que esse é o momento de começarmos a pensar nisso, digo, se a Casa do Hip-Hop nos traz a renovação e é uma Eterna Criança então façamos isso ser eterno em nossos corações. E que a essência do Hip-Hop viva em cada um de nós como se tivesse nascido ontem no Bronx.

Eu fico sinceramente lisonjeado por fazer parte dessa história sem fim chamada Hip-Hop, e espero que não percamos suas raízes pois devemos isso a ele, e tudo o que ele representa para nós.

Peace, Unity, Love and Having Fun! (Paz, Amor, União e Diversão!)

Mais abaixo do Vídeo de James Brown e Afrika Bambaataa confiram a cobertura do evento.

Vídeo Peace, Unity, Love and Having Fun de Afrika Bambaataa com James Brown

12º Aniversário

Só quem esteve no evento sabe o quanto foi prazeroso fazer parte daquele momento único!

Muita gente boa, vindas dos mais variados lugares, gente de bem colando na festa para ouvir música boa, rever amizades de muito tempo e porque não, conhecer novos amigos.

Foi muito loko ver esse pessoal estar em peso pra prestigiar todos os talentos que o Hip-Hop gera por dia, e é muito importante sabermos que esse é um ambiente totalmente descontraído e familiar, na Casa do Hip-Hop nós temos como já diz o Sombra (Ex-SNJ) “Do moleque até o tiozinho da terceira idade”, afinal o Hip-Hop é para todos, e é de todos.

Ao longo do dia rolou a presença de vários adeptos da Cultura Hip-Hop, infelizmente quando cheguei na festa o Rappin’ Hood tinha acabado de se apresentar, vou ficar devendo as fotos.

Abaixo você confere um simples Making Of do Escritor de Graffiti Jason de Porto Alegre

 

E o dia inteiro a festa foi acompanhada pela rapaziada do Coletivo Azul Vinil, que estavam com os seus Discos de Vinil tanto para exposição, quanto para vender, não vou dizer os clássicos que os caras tinham por lá, mas são de passar mal hein.

Só fotografei pouca coisa, pois eu mesmo já estava passando mal diante de tanta coisa boa e sem um mango no bolso…

Para conhecer melhor o Coletivo Azul Vinil confiram o Perfil deles no Facebook.

E aqui está o que não poderia faltar na Casa do Hip-Hop, os B.boys e B.girls, as Cyphers, ao longo do dia várias Cyphers rolaram e graças a Jah, com a presença feminina que se fortalece a cada ano.

Além das batalhas convencionais de B.boying / Breaking, rolou a batalha Seven to Smoke também.

Seven to Smoke

Na apresentação da festa tivemos o Nelson Triunfo, DanDan e G Box dominando os microfones.

As batalhas de MC’s também rolaram pra agitar o público com as rimas mais criativas fazendo o palco pegar fogo.

A discotecagem ficou por conta dos DJ’s DanDan, Murphy Jay, Baby, Davi Frias, Ninja, Zulu.

Tivemos a presença de MC Kauan mandando um som no palco.

Além desses manos, também passaram pelo palco Yzalú, Funk & Cia e Rodrigo Tuchê.

E com a festa lotada, finalmente chega a hora de vermos no palco da Casa do Hip-Hop, nada mais nada menos que Dexter (Oitavo Anjo).

Muito peso nas bases e ao mesmo tempo, muito equilíbrio.

Isso foi o que Dexter trouxe ao palco finalizando a sessão de shows, que sinceramente foi inigualável!

Só quem estava lá realmente vai saber o que estou falando.

A muito tempo não acompanhava o trabalho do Dexter e confesso ter ficado muito feliz ao ver mais esse guerreiro somando na nossa Cultura e fazendo um trabalho desses, máximo respeito Dexter!

Eu me despeço de vocês deixando o vídeo do Rappin’ Hood, mas antes quero dizer a todos que o Hip-Hop ainda vive.

Vive em cada um de nós e não podemos deixá-lo morrer com falsos ideias, futilidades, devemos mostrar nossa cultura como ela realmente é, e se vocês ainda não tiveram a honra de conhecer essa eterna criança chamada Hip-Hop, então compareçam ao Centro Cultural Canhema, ou popularmente e carinhosamente chamada… a nossa Casa do Hip-Hop.

Pazzz! Jah Bless!

Rappin’ Hood – Ús Gurreiro

Rappin’ Hood – Suburbano

Rappin’ Hood – Rap o Som da Paz

Casa do Hip-Hop (Centro Cultural Canhema)

Rua 24 de Maio, 38 – Jd. Canhema – Diadema – SP

Fone: 4075-3792

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